Um ano se passou
2025 passou e foi um ano bem sólido para o Flesh and Blood. Após um 2024 bem conturbado com Part the Mistveil, esse ano as coisas foram mais suaves, com os grandes problemas do ano passado indo embora e um Power Level mais controlado.
Vamos recapitular o ano de 2025, analisar os acertos e erros e o que esperar para o ano que vem!
The Hunted

Começamos o ano com uma coleção possuindo uma excelente temática: a volta da história da morte de Emperor, Dracai of Aesir e a busca pela sua vingança. Com essa premissa, fomos apresentados ao novo talento Caos e diversos Araknis.

O destaque aqui está na nova mecânica do Assassin em se transformar durante a partida, dando a ele uma complexidade adicional se comparado à sua primeira versão, Arakni, Huntsman.
A coleção também trouxe dois novos heróis Draconics: Cindra (uma Ninja) e Fang (um Warrior). O talento não aparecia desde Uprising, mas aqui ele tem um foco muito mais voltado para as Daggers e o novo token de Fealty.
Cindra e Arakni imediatamente apareceram nos torneios competitivos e tiveram uma boa presença durante todo o ano. Por volta do fim da coleção, também, Arakni, 5L!p3d 7hRu 7h3 cR4X se tornou um dos melhores decks do formato, precisando até mesmo de um banimento.
Para conhecer melhor os heróis e a coleção, recomendo a leitura do meu review de The Hunted!
O “problema Aurora”
Foi também durante a temporada de The Hunted que diversos heróis atingiram o status de Living Legend, o que mexeu com o metagame do Classic Constructed. Porém, nenhum desses heróis chamou mais atenção do que Aurora, Shooting Star.
Seu Living Legend foi problemático por diversos motivos. Em resumo, Aurora era uma heroína muito recente, foi a porta de entrada de diversos heróis e seu Armory Deck não tinha nem três meses de lançamento. Isso criou muita frustração e desconfiança dos novos jogadores perante a empresa e foi necessário um ajuste no sistema de Living Legend.
Para entender esse problema em detalhes, recomendo meu artigo sobre a Aurora.
High Seas

Após uma temporada agitada em The Hunted com diversos heróis deixando o Classic Constructed e um meta novo a todo momento, High Seas chega com altas expectativas trazendo não só uma, mas duas novas classes para o jogo: Pirate e Necromancer.
Para entender a coleção, recomendo a leitura do review de High Seas.
High Seas trouxe diversas novidades para o jogo: a reintrodução da classe Mechanologist para o selado, a tão aguardada classe Necromancer, a mecânica de Companion, a volta dos Boosters Dourados (agora otimizados), entre outras melhorias. Porém, o set não veio isento de problemas.
Desde a chegada de Gravy Bones, ele não saiu do topo do meta. Devido à sua mecânica de Allys, diversos heróis possuem uma certa dificuldade em lidar com eles, fazendo Gravy instantaneamente um dos melhores heróis do meta. Já Puffin e Marlynn ainda não conseguiram subir ao convés e mostrar do que são capazes, fazendo delas as heroínas mais fracas da coleção.
Project Blue
Ainda nessa temporada também tivemos um anúncio de um formato que seria testado: o Project Blue. Seu conceito é bem simples: um deck com heróis Young e somente cartas comuns e raras. O formato imediatamente fez sucesso entre a comunidade e logo se tornou popular, mas falaremos melhor dele logo mais.
Mastery Pack: Guardian

Após um adiamento para o segundo semestre de 2025, Mastery Pack: Guardian faz sua estreia como o primeiro da série de produtos selados dedicados a uma classe, mas infelizmente sua estreia não foi uma das melhores.
A coleção teve impacto zero no meta e também com um power level bem baixo. Valda, a clássica heroína do Blitz que fez sua estreia no Classic Constructed, é quase inexistente; as novas cartas não mudaram em nada os decks já existentes e tão pouco trouxeram suporte para os Guardians mais necessitados como Betsy, Skin in the Game e Jarl Vetreidi.
De longe, um dos produtos selados mais decepcionantes do ano.
Super Slam

Como a última coleção do ano, Super Slam, trouxe muitas novidades. Além de quatro novos heróis e dois novos talentos, também tivemos o maior Expansion Slot em uma coleção, dando suporte a diversos heróis e classes que não faziam parte da coleção.
Nessa coleção, também foi onde tivemos o primeiro herói adulto a ter 3 de intelecto (Tuffnut) e o primeiro herói do jogo a ter 5 de intelecto (Lyath).
No entanto, Super Slam teve um impacto mínimo do meta, sendo a coleção padrão mais fraca do ano. Apesar de Kayo, Underhanded Cheat ter alguma presença no competitivo, os demais heróis ainda precisam de algum suporte para serem competitivos.
Leia o review da coleção aqui.
A estreia do Silver Age
Com o sucesso do Project Blue, um novo formato, então, nasce: o Silver Age. Com as mesmas exatas regras, o Silver Age faz uma estreia antecipada, estando prometido para se tornar um formato competitivo e importante para o ano de 2026.
Recomendo o meu artigo sobre a importância do Silver Age para o FaB.
Porém, para o ano de 2025, ficamos com uma prévia do formato. Atualmente, o meta se encontra pouco diverso e estagnado entre Runeblades e Guardians, mas teremos mudanças radicais a partir do ano que vem.
O renascimento do Blitz
Também nesse ano vimos a morte gradual do Blitz como conhecemos hoje, e veremos em 2026 uma mudança completa no formato.
Sem cartas banidas, sem heróis Living Legend e apenas uma cópia de cada carta no deck. Será que esse “Commander” tem o necessário para animar os jogadores novamente no formato?
O saldo final
Agora algumas estatísticas para esse fim de ano:
- Tivemos oito heróis atingindo o Living Legend, sendo o ano com o maior número de heróis deixando o formato da história do jogo. São eles: Viserai, Rune Blood, Enigma, Ledger of Ancestry, Zen, Tamer of Purpose, Aurora, Shooting Star, Nuu, Alluring Desire, Dash, Inventor Extraordinaire, Azalea, Ace in the Hole e Kano, Dracai of Aether;
- Com isso, três coleções inteiras não possuem mais heróis válidos: Tales of Aria e, agora em 2025, Part the Mistveil e Arcane Rising;
- O primeiro Calling na Alemanha ocorreu após o governo reconhecer FaB como um jogo de habilidade, e não de sorte.
- Tivemos a introdução dos Gem Packs que substituiriam o kit de Armory;
- Enigma, Ledger of Ancestry e Gravy Bones, Shipwrecked Looter foram os vencedores do Pro Tour: London e Pro Tour: Singapore, respectivamente;
-Cindra, Dracai of Retribution com Dash I/O foram as vencedoras do Mundial.
Conclusão
2025 foi um ano de diversas implementações de ideias para o jogo. Durante 2025, tivemos diversos reprints importantes, como Command and Conquer e Warmonger’s Diplomacy, e veremos isso se repetir no próximo ano. Também vimos um Power Level menor no jogo como um todo, mas ainda assim um bom Power Level (bem diferente do que foi em 2023, por exemplo).
Porém, 2026 promete trazer uma nova era. Com Silver Age e reprints massivos em Compendium of Rathe, nunca houve momento melhor para começar a jogar Flesh and Blood, e já nos primeiros meses do próximo ano veremos os frutos dessas mudanças.
Obrigado por ler até aqui, boas festas e nos vemos ano que vem!












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