Review do Mastery Pack: Warrior

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No artigo de hoje vamos analisar a coleção mais recente que visa dar um suporte integral à classe Warrior. Falaremos sobre as principais cartas, como cada herói pretende jogar e quem ganha mais com essa coleção.

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Revisado porTabata Marques

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Introdução

Há aproximadamente um ano, tivemos a coleção Mastery Pack: Guardian, que visava dar um suporte completo para a classe Guardian; porém, ela acabou não agregando muito e ainda foi considerada como uma das piores coleções do ano passado.

O tempo passou e agora temos o Mastery Pack Warriorlink outside website com a mesma premissa: uma coleção voltada cem por cento para atender as necessidades da classe Warrior e ainda com a promessa de não cometer os mesmos erros da coleção de Guardian. Mas será que ela é melhor mesmo? Quão boa ela é? Vamos buscar essas respostas nessa análise.

O que é o Mastery Pack: Warrior

Mastery Pack: Warrior é uma coleção reduzida (com menos cartas e 12 Boosters na Box se comparada a uma coleção "padrão") que não faz parte das três principais coleções do ano (ou seja, ainda estamos na temporada de Omens of the Third Agelink outside website e o próximo grande lançamento será Usurp the Shadow Throne, em Outubro), mas ela é suportada para o Cracked, Shuffle and Play (onde o jogador abre três boosters, embaralha as cartas já tem um deck jogável) e também é draftável.

Diferente do último Mastery Pack, aqui temos foco em três heróis já conhecidos: Dorinthea, Quicksilver Prodigy, Hala (agora em sua versão Young como novidade) e Olympia, e a maioria das cartas procuram dar suporte para as mecânicas desses heróis. Vamos então olhar para as mecânicas e ver como cada uma delas se encaixa nos heróis.

Mecânicas do Mastery Pack: Warrior

Não temos particularmente nenhuma nova mecânica, porém a novidade é um novo token: Blade Dance

Blade Dance

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Blade Dance é bem parecido com o token de Flurry, com a diferença de que, ao invés de você poder atacar uma vez adicional com a Weapon, ela ganha go again.

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Não temos muitas cartas que criam esse novo token, e elas são até mesmo parecidas com diversas cartas que criam Flurry (Jive (3), por exemplo, é muito parecida com Shuck (3)), mas ainda são excelentes adições para decks de Warrior que já utilizavam maneiras de criar Agility, podendo até ser substituídas pelo novo Token.

Wager

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“Wager” é uma mecânica predominante nas classes Guardian e Warrior (hoje não estamos falando de você, Cheating Scoundrel (1)) na qual um Attack com Wager “aposta” algo com o oponente. Caso o Attack cause dano, você ganha o Wager; se não, o oponente ganha.

Até então, o benefício de ganhar o Wager era muito limitado a tokens como Gold e Might, mas aqui vemos uma utilização muito mais abrangente da mecânica. Bluff Catcher fornece +1 de intelecto, Rake Back devolve Equipment do cemitério e até mesmo punindo o ganhador como no caso de Drawing Dead. Falaremos melhor da mecânica quando chegarmos em Olympia.

Sharpen

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Introduzida recentemente no Armory Deck Origins: Halalink outside website, a mecânica de Sharpen é bem simples: ao dar Sharpen você coloca um contador +1 em uma Sword, mas no fim do turno você deve remover todos os contadores +1. Na nova coleção não tivemos um aprofundamento na mecânica senão por algumas cartas novas como Drawn to the Blade. A maioria das cartas com a mecânica são somente reprints para dar suporte a Hala no limitado.

Os heróis

Como dito anteriormente, todos os heróis aqui não são novos, mas vamos analisar como essa coleção traz o suporte para eles e como seus decks se parecerão no construído e no limitado.

Dorinthea, Quicksilver Prodigy

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Dorinthea, Quicksilver Prodigy já é uma velha conhecida desde seu lançamento no pré-construído Classic Battles. Desde a mudança do Blitz a heroína ficou em um limbo, mas com essa coleção e seu downshift de raridade, agora ela (e sua Weapon Dawnblade, Resplendent) é válida no Silver Age.

Dorinthea busca atacar duas vezes com sua Weapon todo turno; no entanto, é necessário, de alguma maneira, dar go again para a Weapon, e é aqui onde a Blade Dance se encaixa perfeitamente.

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Além das novas cartas que criam Blade Dance como Sharp 'n Shine (1), temos aqui alguns reprints que ajudam o deck no limitado. Warrior’s Valor (1) e Hit and Run (1) são excelentes adições e também cartas já conhecidas por serem boas no construído.

Hala

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Agora válida no Silver Age, Hala não tem nenhuma inovação em sua build apresentada em seu Armory Deck, mas aqui na coleção temos reprints de suas cartas comuns e raras que eram exclusivas do pré-construído.

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Seu plano é extremamente voltado à sua Weapon, Zenith Blade. Ao contrário de Dorinthea, a preocupação de Hala é dar à sua Weapon uma maneira de atacar uma segunda vez com ela; para isso, o token de Flurry ajuda muito. Em um formato limitado, procure cartas que geram Flurry e ataque duas vezes com sua Weapon. Como a própria Hala já faz o Sharpen, o go again não será um problema.

Olympia

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Podemos ter um artigo inteiro somente para tratar da repaginada de identidade que Olympia recebeu com essa coleção e seu Armory Deck, mas por hoje vamos destacar qual a ideia do herói no limitado.

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A mecânica principal aqui é a de Wager. Graças às Attack Reactions da classe, não é difícil passar o dano necessário e sempre vencer o Wager. Mas qual a utilidade do Gold gerado pelo herói?

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A nova Weapon Golden Grail é uma divisora de águas no herói. Com uma constante geração de Gold, a Weapon atacará de graça, economizando recursos e utilizando as cartas de maneira mais ofensiva. Com Olympia, procure colocar a maior quantidade de Wager possível no deck e evasões de dano para garantir que você ganhe. Caso não tenha certeza que o dano irá encaixar, não faça o Wager.

Destaques da coleção

Apesar de ser focado nesses heróis, a coleção conta com um vasto suporte para demais Warriors.

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Raise Blades é uma das melhores Majestics por encaixar perfeitamente com a habilidade de Kassai of the Golden Sand. Com essa única Action, ela reduz o custo de suas Weapons e permite atacar o turno inteiro sem pagar os custos de Attack. Com isso, Kassai pode ter sua “dança final” no Classic Constructed e atingir Living Legend em breve.

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All In (1) não é particularmente uma carta boa, mas ela possui um efeito bem interessante para Olympia. Enquanto você tem que garantir que o dano irá passar, o valor dessa carta pode ser fenomenal porque, além de o próprio herói criar vários Gold, seu ciclo de Equipments apresentados em Super Slamlink outside website também ajuda a pagar os custos da Action. A carta pode ser interessante em estratégias que visam ganhar numa espécie de OTK, mas tem que ser usada com muito cuidado.

Reprints

Desconsiderando as comuns e raras, a coleção veio com um conjunto bem interessante de reprints para a classe.

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Não podemos deixar de falar dos reprints das Legendaries mais utilizadas da classe, em especial Valiant Dynamo, que nunca recebeu um reprint e já tem um certo tempo desde sua printagem original (Monarch). Essa generosidade em reprintar as staples não só ajudam a baixar o preço como também faz do Mastery Pack uma das melhores maneiras de ingressar na classe Warrior.

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Mas esses não são os únicos reprints de destaque. Blade Flurry e Unsheathed também são staples da classe e estavam ficando caras com vários Warriors utilizando essas cartas. Mais alguns reprints como Glint the Quicksilver também são extremamente bem-vindos para quem deseja montar a classe.

Conclusão

Agora com novas cartas, como ficará a classe em um novo meta?

Um bom avanço na série Mastery Pack

No meu Review do Mastery Pack Guardianlink outside website há quase um ano, a seguinte conclusão sobre o produto:

“No final, Mastery Pack: Guardian é um excelente produto para o selado. Com mecânicas simples de entender e fáceis de se jogar, a coleção é perfeita para novatos ou jogadores que desejam jogos casuais através do Cracked, Shuffle, Play; porém, essa coleção não parece ser tão boa assim para o construído. Devido à sua simplicidade, as cartas mais poderosas acabam deixando um pouco a desejar. Apesar de uma nova estratégia de Mill, ela ainda não parece ser o suficiente para se tornar uma estratégia no meta. (...)”.

E minha análise acabou se concretizando. Ela foi muito fraca para o Classic Constructed e acabou agregando somente algumas poucas cartas, mas o mesmo não podemos dizer desse novo Mastery Pack. Além de reprints muito bem-vindos, a coleção não só fortaleceu Hala como também fez finalmente de Olympia um deck sólido e relativamente competitivo, e o seu selado cumpre bem a proposta com o Cracked, Shuffle and Play.

Posições no meta

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Com Usurp the Shadow Throne à vista e a ausência de torneios mais competitivos até lá, é difícil ditar como será o meta daqui para frente, mas com Oscilio, Constella Intelligence sendo um dos melhores decks do formato, a classe no geral pode sofrer para chegar ao topo do competitivo. No entanto, um Warrior se beneficiou muito com a coleção.

Kassai já estava bem posicionada no meta e está muito próxima de atingir o status de Living Legend, e a coleção nova pode dar a ela as últimas ferramentas necessárias para completar seu ciclo no Classic Constructed. Além dela, Hala e Olympia também receberam ferramentas para serem bem sólidas como decks competitivos. Podem não ser os melhores heróis no meta, mas agora podem ser escolhas respeitáveis.

E você o que achou do Mastery Pack Warrior? Acredita que a classe agora será uma opção viável no competitivo?

Obrigado por ler até aqui e até a próxima.